Se você tem filhos ou sobrinhos, e ainda não ouviu este pedido, vai ouvir em breve.
Com a frequência cada vez mais alta de crianças e adolescentes brasileiros na internet, somada ao incentivo (em casa, e nas próprias escolas) para o uso da tecnologia, esta clientela exigente, e com muito poder de influência é o próximo alvo do comércio eletrônico.
Nos EUA este mercado já movimenta somas consideráveis, mas no Brasil ele ainda não teve o seu boom. E sim, existe uma razão para isso: meios de pagamento.
O acesso de um adolescente ou jovem adulto (considerando a faixa dos 11 aos 19 anos) aos meios de pagamento tradicionais é restrito em qualquer lugar do mundo. É necessária comprovação de renda e documentação para se ter um cartão de crédito ou conta bancária, e o dinheiro da mesada muitas vezes tem destino certo: cinema, jogos, roupas, namorada, celular.
Nos EUA, os meios de pagamento alternativos, como o cartão pré-pago e o vale-presente já estão bem mais difundidos (excluindo-se aí uma facilidade que é somente do americano: a possibilidade de pegar o cartão de crédito do pai emprestado e usar sem problemas de identificação...), além de outras ferramentas como o PayPal e as Money Orders (pagamentos em dinheiro feitos via serviço postal). No Brasil, excetuando-se o vale-presente, estes meios estão começando a ser divulgados, juntamente com os cartões-mesada e contas-mesada oferecidos pelos bancos.
Para o adolescente - que além do poder de escolha - quer independência, os cartões pré-pagos são um prato cheio: podem ser usados como qualquer cartão de crédito, e os gastos não vão ser detalhados na fatura do Pai ou Mãe.
Outra coisa que não podemos perder de vista: o "windowshopping" (ou "olhar vitrines") desses consumidores na internet é uma porta de entrada importante para o consumo pelos próprios adolescentes, ou pelos seus pais.
E você, o que acha disso tudo?
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